O coração acelerou além do que devia e do que podia. As mãos não tiveram controle próprio e quase que não assinam o papel. A sala pequena ficou menor do que já era. Chorou cinco minutos, ouviu, segurou o choro, chorou mais um pouco. Soluçou e não conseguiu se expressar. Se despediu. As pontas dos dedos formigavam e os lábios também. Não enxergou nada a sua volta e se sentiu morta por um ou dois milésimos de segundo. Quase caiu. Sentou, respirou fundo e disse a si mesma “isso não é real, é?”

Era.

Tudo era real. Seus sentimentos, sua força, seu suor, seu amor no que fazia, seu amor pelas pessoas, tudo o que viveu – sim a palavra é conjugada corretamente no passado. Mas a vontade de crescer, melhorar e mudar era pra ser conjugada no futuro.

Tudo era real. Sua dor, sua angústia, sua vontade que não fosse real. Anestesia, anestesiada.

O choro, às vezes, alivia. Mas isso não muda em nada o ritmo que as coisas seguem.

A vida se pôs em mudo, o sangue corria frio, a alma não via mais cor.

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A vida se pôs em mudo

Um comentário sobre “A vida se pôs em mudo

  1. Querida prima:
    Você é muito especial, linda, cheia de virtudes e encantos. Sei que está chateada, mas isso vai passar, por tanto levante a cabeça e dê a volta por cima, não desista nunca de seus objetivos e sonhos. Um beijão da prima
    Ciba. TE AMO MUITOOO!!!!!

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