Maratona Oscar 2011

127 horas

Tá. Esse filme aqui é baseado em uma história real. Ver um filme desse gênero já mexe antecipadamente com você. E quando você vê cenas fortes você pensa: AH MEU DEUS AH MEU DEUS AH MEU DEEEEEEEEUS!!! Imaginar que aquilo que você está vendo na sua frente foi real desperta vários sentimentos em você, seja de dor, de cansaço, de medo etc.

O aventureiro Aron Ralston (James Franco de homem aranha) resolve ir dar um passeio na natureza cheia de Canyons e calor senegalesco. Ele não avisa nenhum amigo e nem pai, nem mãe que vai sair (“Apenas eu a noite e a música. Amo isso”). Então o filme se desenrola nas aventuras de Aron com sua bicicleta, suas explorações…

A trilha sonora é legal e sempre te dá energia e uma vontadezinha de estar lá fazendo arte com Aron.

Depois de explorar as grandes rochas do deserto de Utah ele dá um pulo e segura numa pedra que está solta e PLUFT! Cai no meio delas e fica com o antebraço direito preso. Ele tem pouquíssima comida,  quase nada de água e uma câmera…

E aí que tá o mais legal do filme. O trabalho com as gravações que Aron faz na sua câmera.  É uma proposta diferente. A edição é muito original! O filme se desenrola num lugar totalmente claustrofóbico e os roteiristas Danny Boyle e Simon Beaufoy fazem o filme  não cair no mais esperado, não ser chato. Encontrar uma forma de manter a história real mesmo com linguagem de vídeos-clipe e cenas super legais e originais. A fotografia pra mim é a melhor! Não sei se ganha o Oscar, mas é muito boa! A atuação de James Franco também tá muito espetacular! Ele delira, vai, volta, sente dor e compartilha com a gente todos os sentimentos dele. A parte do “monólogo-talk show” é a cena do filme, tem até no trailer.

E quando você achava que já tinha visto de tudo na vida, depois de 127 horas de aflição e desespero você vê o cara cortando o braço com uma canivete sem corte. Ééééé sem cooorteee! Ele amputar seu braço e sai pelo deserto em busca de socorro.

Por isso é um filme que te faz refletir sobre a vida também. Antes de começar o filme você vira pra sua amiga companheira de cinema e fala: “Eu nunca arrancaria meu braço”, mas depois você cala a sua boca e pensa que a superação de Aron serve de exemplo pra passarmos por cima de nossos problemas e sempre lutarmos.

Pois é…vai ser difícil passar por cima do “Discurso do Rei” que tá sendo o queridinho do Oscar.  É um ótimo trabalho, um diferente trabalho e bem que merecia ganhar. Quem sabe no quesito edição…talvez?

 

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